Balança esse sorriso
Não de ouvidos
O mal sempre quer te pegar
Veste aquela roupa bonita
Sai na rua
Aponte as estrelas e admire a lua
Mas não fique sem juízo
O mal sempre quer te pegar
Lave o rosto com as lagrimas das rosas
Seque seu corpo com o vento
Finja que não existe tempo
Mas nao esqueça, há sempre um contratempo
O mal sempre quer te pegar
Não de ouvidos
não fique sem juízo
Não esqueça, há sempre um contratempo
O mal vai te pegar com o tempo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Faz aquela cara de santo e reverte a culpa
O diabo agora sou eu, e tenho que ficar muda
Seu nome é paciência
E o meu é confusão
Entre ameaças e desilusões
Quem se fere mais é o meu coração
Me pergunto enquanto você reclama
Cadê o menino que tanto me ama?
Me perdi no meio da discussão
Fiquei entre o sim e o não
Serei feliz nesta relação?
E nesse intervalo de briga constante
Não demorei pra entender
Que basta um instante,
Para eu perceber, que minha vida é você.
O diabo agora sou eu, e tenho que ficar muda
Seu nome é paciência
E o meu é confusão
Entre ameaças e desilusões
Quem se fere mais é o meu coração
Me pergunto enquanto você reclama
Cadê o menino que tanto me ama?
Me perdi no meio da discussão
Fiquei entre o sim e o não
Serei feliz nesta relação?
E nesse intervalo de briga constante
Não demorei pra entender
Que basta um instante,
Para eu perceber, que minha vida é você.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A manhã estava cinzenta quando me surpreendi com a noticia que acabara de receber. Ainda estava sonolento quando o telefone toca.
- Alô. – atendi rápido.
- Péssimo dia pra você, meu jovem, hoje é dia que vais morrer.
- Quem é? Que brincadeira é essa?
- Sou o pulmão, irei te matar daqui a alguns minutos.
- Certo senhor pulmão. E porque me matarias? – falei com um ar sarcástico.
- Você abusou de mim, me maltratou por anos. E eu que sempre fui tão fiel a você, tomava banho todos os dias, ficava limpinho para você me usufruir. Mas você não me deu valor, resolveu me estragar uma noite qualquer quando tragou uma fumaça cinzenta pra dentro de mim, me deixando podre, sem parar. Você só pensa no seu prazer, é um egoísta mimado! Agora chegou a sua vez, vou lhe matar, sugar o seu ar, você vai apodrecer assim como me deixou também.
Fiquei em transe, aquela noticia me despertou, tudo que eu queria saber era quem decidiu fazer uma brincadeira tão sem graça. Só podia ser o Carlos, ele era um amigo 100% careta e resolveu tirar uma comigo. Mas eu não ia deixar barato, me recompus e falei alto:
- Eu sei que é você Carlos, não teve graça, juro que vou tentar parar de fumar, ta certo? Agora para de vez com isso.
- Carlos? Parar de fumar? Seu imbecil, você realmente é muito burro. Agora não adianta parar de tragar essa nicotina filha da puta, ela ja tomou conta de mim, pensava isso antes de me deixar sujo. Antes de sair com aqueles maconheiros desgraçados todos com as suas mortes traçadas.
Comecei a me assustar, enquanto aquele ‘pulmão’ falava, peguei o celular e ligava para toda a minha agenda telefônica, até quando senti uma dor intensa.
- Você ainda está na linha seu pulmão desgraçado?
- Estou.
- É você que está fazendo isso, não é? Me devolve o oxigênio, seu assassino!
- Você nunca teve pena de mim, porque eu teria de você? Você não vê que a minha morte é muito pior? ela é lenta, estou morrendo aos poucos, diminuo a cada tragada prazerosa que você dar. Vou desligar, você vai morrer.
Quando escutei o tun-tun-tun do telefone, não ouvi a do meu coração. Meu corpo caiu sobre o tapete da sala, e olhei o pulmão ao meu lado com um sorriso de canto de boca.
- Você que quis assim.
Acordei e respirei bem fundo quando me dei conta que era um sonho. Levantei, preparei meu café e dei uma tragada de dez segundos no Malrboro.
- Alô. – atendi rápido.
- Péssimo dia pra você, meu jovem, hoje é dia que vais morrer.
- Quem é? Que brincadeira é essa?
- Sou o pulmão, irei te matar daqui a alguns minutos.
- Certo senhor pulmão. E porque me matarias? – falei com um ar sarcástico.
- Você abusou de mim, me maltratou por anos. E eu que sempre fui tão fiel a você, tomava banho todos os dias, ficava limpinho para você me usufruir. Mas você não me deu valor, resolveu me estragar uma noite qualquer quando tragou uma fumaça cinzenta pra dentro de mim, me deixando podre, sem parar. Você só pensa no seu prazer, é um egoísta mimado! Agora chegou a sua vez, vou lhe matar, sugar o seu ar, você vai apodrecer assim como me deixou também.
Fiquei em transe, aquela noticia me despertou, tudo que eu queria saber era quem decidiu fazer uma brincadeira tão sem graça. Só podia ser o Carlos, ele era um amigo 100% careta e resolveu tirar uma comigo. Mas eu não ia deixar barato, me recompus e falei alto:
- Eu sei que é você Carlos, não teve graça, juro que vou tentar parar de fumar, ta certo? Agora para de vez com isso.
- Carlos? Parar de fumar? Seu imbecil, você realmente é muito burro. Agora não adianta parar de tragar essa nicotina filha da puta, ela ja tomou conta de mim, pensava isso antes de me deixar sujo. Antes de sair com aqueles maconheiros desgraçados todos com as suas mortes traçadas.
Comecei a me assustar, enquanto aquele ‘pulmão’ falava, peguei o celular e ligava para toda a minha agenda telefônica, até quando senti uma dor intensa.
- Você ainda está na linha seu pulmão desgraçado?
- Estou.
- É você que está fazendo isso, não é? Me devolve o oxigênio, seu assassino!
- Você nunca teve pena de mim, porque eu teria de você? Você não vê que a minha morte é muito pior? ela é lenta, estou morrendo aos poucos, diminuo a cada tragada prazerosa que você dar. Vou desligar, você vai morrer.
Quando escutei o tun-tun-tun do telefone, não ouvi a do meu coração. Meu corpo caiu sobre o tapete da sala, e olhei o pulmão ao meu lado com um sorriso de canto de boca.
- Você que quis assim.
Acordei e respirei bem fundo quando me dei conta que era um sonho. Levantei, preparei meu café e dei uma tragada de dez segundos no Malrboro.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Saudações Alvirubras!
Na união de duas cores mágicas nasceu meu avô. O branco da paz e o vermelho da luta.
E essas humildes palavras é escrita por uma neta, que de novo percebeu o valor da família, o valor que damos quando se perde alguém. Não vou dizer mentiras, convivi o suficiente com meu avô para saber que ele era uma pessoa boa, alegre, divertida. Uma figura paterna, um amigo que tive ao lado da minha cama durante alguns meses quando morava fora. Um avô que brincava de joguinhos de criança se sentindo uma, só para conseguir um sorriso da neta. Um homem apaixonado por um time levando toda a família a ser fanática e torcedora, um homem cujo principio era levar ao mundo uma coisa simples que as vezes esquecemos: felicidade!
Bons sonhos vô, a palavra é:
AMOR!
E essas humildes palavras é escrita por uma neta, que de novo percebeu o valor da família, o valor que damos quando se perde alguém. Não vou dizer mentiras, convivi o suficiente com meu avô para saber que ele era uma pessoa boa, alegre, divertida. Uma figura paterna, um amigo que tive ao lado da minha cama durante alguns meses quando morava fora. Um avô que brincava de joguinhos de criança se sentindo uma, só para conseguir um sorriso da neta. Um homem apaixonado por um time levando toda a família a ser fanática e torcedora, um homem cujo principio era levar ao mundo uma coisa simples que as vezes esquecemos: felicidade!
Bons sonhos vô, a palavra é:
AMOR!
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Meu amor,
Espero minha carta a meses, pode ficar tranqüilo, não tenho mais esperanças em recebê-la, mas fico feliz em saber que você escreveu sobre nós em um pedaço de papel e teve a intenção de um dia me entregar. Fico ainda mais feliz quando eu lembro no dia em que eu deitada na sua cama, com os pés em cima do seu colo, ouvia com atenção você ler o que escreveu sobre nós, a nossa história. E você fazia uma carinha de menino tímido, lendo e gaguejando e se explicando porque aquilo e aquilo estavam escritos ali, o que nada me importava, achava tudo aquilo muito novo, muito lindo, muito melhor que uma carta escrita por mim. Você descrevia o começo de tudo, o momento que nos conhecemos, que nos apaixonamos, até que você parou e prometeu acabar a carta, deixando os três pontinhos a espera.
Bem, eles esperam até hoje, o que na verdade não precisa terminá-la, nem passar a limpo, esses três pontinhos, agora são milhões de pontinhos escrevendo a história por si só, querendo que nunca chegue ao ponto final.
Espero minha carta a meses, pode ficar tranqüilo, não tenho mais esperanças em recebê-la, mas fico feliz em saber que você escreveu sobre nós em um pedaço de papel e teve a intenção de um dia me entregar. Fico ainda mais feliz quando eu lembro no dia em que eu deitada na sua cama, com os pés em cima do seu colo, ouvia com atenção você ler o que escreveu sobre nós, a nossa história. E você fazia uma carinha de menino tímido, lendo e gaguejando e se explicando porque aquilo e aquilo estavam escritos ali, o que nada me importava, achava tudo aquilo muito novo, muito lindo, muito melhor que uma carta escrita por mim. Você descrevia o começo de tudo, o momento que nos conhecemos, que nos apaixonamos, até que você parou e prometeu acabar a carta, deixando os três pontinhos a espera.
Bem, eles esperam até hoje, o que na verdade não precisa terminá-la, nem passar a limpo, esses três pontinhos, agora são milhões de pontinhos escrevendo a história por si só, querendo que nunca chegue ao ponto final.
Eu sei que a idade de cartinhas já passou, mas nunca é piegas mandar alguma coisa bonita pra quem se ama. Enfim, são só palavras tentando buscar algum sentido, algum sentimento ou lembrança que você poderá ou não esquecer em uma bolsa velha. Mas eu tenho certeza que essas palavras não se apagam, ficam velhas, é verdade, mas o significado do que elas expressam continuam por anos e anos.
Nossa história é bonita, somos aquelas que ‘se conhecem desde criança’, e às vezes me vejo chamando nossos pais de adultos, quando de vez em quando me vejo sendo mais adulta do que eles. Se nossa história fosse um conto, talvez eu fosse a cinderela esperando o príncipe encantado descobrir que eu sou a dona dos sapatinhos de cristal, e você a branca de neve com uma beleza incomparável, invejada por outras. Se nossa história fosse escrita por um poeta, seria ao Drummond que lhe concedia esta tarefa de um ponto de vista melancólico e cético, ele enfeitaria e desenfeitaria o rumo de nossas vidas.
Estamos na casa dos vinte, parece pouco, e na verdade é mesmo, mas estamos a vinte anos juntas, sem se importar com o que nos poderiam nos afastar, sem se importar com os valores e as diferenças, e é nisso que eu acredito, esse é o meu calce para subir cada vez mais na nossa escadinha. Porque eu acredito em mais vinte, trinta, quarenta anos de uma amizade. Acredito que nossa história não exista um fim, que quando se lembrarem de nós chamem por aquelas ‘ que se conhecem desde sempre’
Com muito amor, Renata.
Nossa história é bonita, somos aquelas que ‘se conhecem desde criança’, e às vezes me vejo chamando nossos pais de adultos, quando de vez em quando me vejo sendo mais adulta do que eles. Se nossa história fosse um conto, talvez eu fosse a cinderela esperando o príncipe encantado descobrir que eu sou a dona dos sapatinhos de cristal, e você a branca de neve com uma beleza incomparável, invejada por outras. Se nossa história fosse escrita por um poeta, seria ao Drummond que lhe concedia esta tarefa de um ponto de vista melancólico e cético, ele enfeitaria e desenfeitaria o rumo de nossas vidas.
Estamos na casa dos vinte, parece pouco, e na verdade é mesmo, mas estamos a vinte anos juntas, sem se importar com o que nos poderiam nos afastar, sem se importar com os valores e as diferenças, e é nisso que eu acredito, esse é o meu calce para subir cada vez mais na nossa escadinha. Porque eu acredito em mais vinte, trinta, quarenta anos de uma amizade. Acredito que nossa história não exista um fim, que quando se lembrarem de nós chamem por aquelas ‘ que se conhecem desde sempre’
Com muito amor, Renata.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Estou de partida. Levarei minha coragem e minha sabedoria, deixarei minha rede na varanda, meus poemas perdidos, meus sábados de cerveja. Levarei minha cara de pau, meu amor vivido, meu samba, meu carnaval. Deixo minha tarde em família, minhas roupas sujas, minhas noites de violão. Levo comigo os retratos jogados no baú, e o pensamento positivo. Deixarei o conforto da minha cama, o consolo dos amigos e o carinho de quem me ama. Por fim, levo uma mulher dentro mim, e aquela menininha?
Ela ficará por aqui.
Ela ficará por aqui.
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