sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Morte. À alguns dias estou evitando esta palavra, na verdade é tudo uma grande piada. Ao redor vejo fantoches tentando fazer graça para não cair na desgraça da realidade, mas não discordo apenas observo com ar de ironia e também acho graça com eles, deles. Sabe aquele filme na televisão onde você acha divertido a desgraça alheia? Você não acha mais. Apenas acha estranho como minutos podem mudar uma vida inteira, como sua índole, sua fé, sua sanidade, seu estado de espírito se transformam assim,sem crescer ou amadurecer, apenas por um acontecimento, apenas pela aquela palavra que durmo e que por algum motivo ainda acordo: Morte.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Quis cortar seus dedos para o sangue derramar no chão
Sugar seus pensamentos, plantar alguns medos
Para que no papel não tenhas inspiração
Tentei fechar seus olhos
Entupir seus ouvidos, acreditar que nada faça sentido
Te deixar muda, cega, surda
Para te tirar essa incrível fascinação de escrever com o coração
Sugar seus pensamentos, plantar alguns medos
Para que no papel não tenhas inspiração
Tentei fechar seus olhos
Entupir seus ouvidos, acreditar que nada faça sentido
Te deixar muda, cega, surda
Para te tirar essa incrível fascinação de escrever com o coração
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Mãe..

Na verdade é difícil entender o quanto amamos você. Acredite, a raiva as vezes parece ser muito maior do que é. Porque não vemos o amor todo dia, é tão mais fácil enxergar os defeitos, tão mais fácil descontar em você o quanto você erra na sua superproteção. Quando erramos, você sente que errou o dobro, e na maioria das vezes sente-se culpada daquilo que talvez não soubesse ensinar. Não mãe, erramos porque você também erra, quem não erra? Algumas vezes cometemos o erro subconscientemente para que você venha nos oferecer um colo, um carinho e naquele momento era só o que precisávamos. Mãe, você acerta mais do que erra, você ama mais do que a nós mesmos, na verdade, na verdade mesmo é fácil entender o quanto amamos você.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Balança esse sorriso
Não de ouvidos
O mal sempre quer te pegar
Veste aquela roupa bonita
Sai na rua
Aponte as estrelas e admire a lua
Mas não fique sem juízo
O mal sempre quer te pegar
Lave o rosto com as lagrimas das rosas
Seque seu corpo com o vento
Finja que não existe tempo
Mas nao esqueça, há sempre um contratempo
O mal sempre quer te pegar
Não de ouvidos
não fique sem juízo
Não esqueça, há sempre um contratempo
O mal vai te pegar com o tempo.
Não de ouvidos
O mal sempre quer te pegar
Veste aquela roupa bonita
Sai na rua
Aponte as estrelas e admire a lua
Mas não fique sem juízo
O mal sempre quer te pegar
Lave o rosto com as lagrimas das rosas
Seque seu corpo com o vento
Finja que não existe tempo
Mas nao esqueça, há sempre um contratempo
O mal sempre quer te pegar
Não de ouvidos
não fique sem juízo
Não esqueça, há sempre um contratempo
O mal vai te pegar com o tempo.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Faz aquela cara de santo e reverte a culpa
O diabo agora sou eu, e tenho que ficar muda
Seu nome é paciência
E o meu é confusão
Entre ameaças e desilusões
Quem se fere mais é o meu coração
Me pergunto enquanto você reclama
Cadê o menino que tanto me ama?
Me perdi no meio da discussão
Fiquei entre o sim e o não
Serei feliz nesta relação?
E nesse intervalo de briga constante
Não demorei pra entender
Que basta um instante,
Para eu perceber, que minha vida é você.
O diabo agora sou eu, e tenho que ficar muda
Seu nome é paciência
E o meu é confusão
Entre ameaças e desilusões
Quem se fere mais é o meu coração
Me pergunto enquanto você reclama
Cadê o menino que tanto me ama?
Me perdi no meio da discussão
Fiquei entre o sim e o não
Serei feliz nesta relação?
E nesse intervalo de briga constante
Não demorei pra entender
Que basta um instante,
Para eu perceber, que minha vida é você.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A manhã estava cinzenta quando me surpreendi com a noticia que acabara de receber. Ainda estava sonolento quando o telefone toca.
- Alô. – atendi rápido.
- Péssimo dia pra você, meu jovem, hoje é dia que vais morrer.
- Quem é? Que brincadeira é essa?
- Sou o pulmão, irei te matar daqui a alguns minutos.
- Certo senhor pulmão. E porque me matarias? – falei com um ar sarcástico.
- Você abusou de mim, me maltratou por anos. E eu que sempre fui tão fiel a você, tomava banho todos os dias, ficava limpinho para você me usufruir. Mas você não me deu valor, resolveu me estragar uma noite qualquer quando tragou uma fumaça cinzenta pra dentro de mim, me deixando podre, sem parar. Você só pensa no seu prazer, é um egoísta mimado! Agora chegou a sua vez, vou lhe matar, sugar o seu ar, você vai apodrecer assim como me deixou também.
Fiquei em transe, aquela noticia me despertou, tudo que eu queria saber era quem decidiu fazer uma brincadeira tão sem graça. Só podia ser o Carlos, ele era um amigo 100% careta e resolveu tirar uma comigo. Mas eu não ia deixar barato, me recompus e falei alto:
- Eu sei que é você Carlos, não teve graça, juro que vou tentar parar de fumar, ta certo? Agora para de vez com isso.
- Carlos? Parar de fumar? Seu imbecil, você realmente é muito burro. Agora não adianta parar de tragar essa nicotina filha da puta, ela ja tomou conta de mim, pensava isso antes de me deixar sujo. Antes de sair com aqueles maconheiros desgraçados todos com as suas mortes traçadas.
Comecei a me assustar, enquanto aquele ‘pulmão’ falava, peguei o celular e ligava para toda a minha agenda telefônica, até quando senti uma dor intensa.
- Você ainda está na linha seu pulmão desgraçado?
- Estou.
- É você que está fazendo isso, não é? Me devolve o oxigênio, seu assassino!
- Você nunca teve pena de mim, porque eu teria de você? Você não vê que a minha morte é muito pior? ela é lenta, estou morrendo aos poucos, diminuo a cada tragada prazerosa que você dar. Vou desligar, você vai morrer.
Quando escutei o tun-tun-tun do telefone, não ouvi a do meu coração. Meu corpo caiu sobre o tapete da sala, e olhei o pulmão ao meu lado com um sorriso de canto de boca.
- Você que quis assim.
Acordei e respirei bem fundo quando me dei conta que era um sonho. Levantei, preparei meu café e dei uma tragada de dez segundos no Malrboro.
- Alô. – atendi rápido.
- Péssimo dia pra você, meu jovem, hoje é dia que vais morrer.
- Quem é? Que brincadeira é essa?
- Sou o pulmão, irei te matar daqui a alguns minutos.
- Certo senhor pulmão. E porque me matarias? – falei com um ar sarcástico.
- Você abusou de mim, me maltratou por anos. E eu que sempre fui tão fiel a você, tomava banho todos os dias, ficava limpinho para você me usufruir. Mas você não me deu valor, resolveu me estragar uma noite qualquer quando tragou uma fumaça cinzenta pra dentro de mim, me deixando podre, sem parar. Você só pensa no seu prazer, é um egoísta mimado! Agora chegou a sua vez, vou lhe matar, sugar o seu ar, você vai apodrecer assim como me deixou também.
Fiquei em transe, aquela noticia me despertou, tudo que eu queria saber era quem decidiu fazer uma brincadeira tão sem graça. Só podia ser o Carlos, ele era um amigo 100% careta e resolveu tirar uma comigo. Mas eu não ia deixar barato, me recompus e falei alto:
- Eu sei que é você Carlos, não teve graça, juro que vou tentar parar de fumar, ta certo? Agora para de vez com isso.
- Carlos? Parar de fumar? Seu imbecil, você realmente é muito burro. Agora não adianta parar de tragar essa nicotina filha da puta, ela ja tomou conta de mim, pensava isso antes de me deixar sujo. Antes de sair com aqueles maconheiros desgraçados todos com as suas mortes traçadas.
Comecei a me assustar, enquanto aquele ‘pulmão’ falava, peguei o celular e ligava para toda a minha agenda telefônica, até quando senti uma dor intensa.
- Você ainda está na linha seu pulmão desgraçado?
- Estou.
- É você que está fazendo isso, não é? Me devolve o oxigênio, seu assassino!
- Você nunca teve pena de mim, porque eu teria de você? Você não vê que a minha morte é muito pior? ela é lenta, estou morrendo aos poucos, diminuo a cada tragada prazerosa que você dar. Vou desligar, você vai morrer.
Quando escutei o tun-tun-tun do telefone, não ouvi a do meu coração. Meu corpo caiu sobre o tapete da sala, e olhei o pulmão ao meu lado com um sorriso de canto de boca.
- Você que quis assim.
Acordei e respirei bem fundo quando me dei conta que era um sonho. Levantei, preparei meu café e dei uma tragada de dez segundos no Malrboro.
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